🇧🇷 Diretor PAULO HERKENHOFF | Museu de Arte Moderna | Rio de Janeiro

Art museum, Brazil, Musée art moderne, MUSEO DE ARTE, Rio de janeiro

linguagem 🇫🇷

  1. Paulo Herkenhoff (born 1949) is an independent curator and critic. From 2003–2006, he was director of the Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Previously Herkenhoff was adjunct curator in the Department of Painting and Sculpture at Museum of Modern Art, New York (1999–2002), and chief curator of Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (1985–1990). He was also artistic director of the 1998 24th São Paulo Biennale, São Paulo (1997–1999), and curated the Brazilian Pavilion at the 47th Venice Biennale, Venice, 1997. Herkenhoff recently co-curated Brasil: desFocos (O Olho de Fora), Paço das Artes, São Paulo, 2008 and contributed to the publication Psycho Buildings: Artists Take on Architecture (2008). He has also published texts on artists such as Raul Mourão (2007); Guillermo Kuitca (2006); Rebecca Horn (2005); Julião Sarmento (2004); and Louise Bourgeois (2003). Herkenhoff lives and works in Rio de Janeiro. 

Fruto das transformações culturais que têm lugar no período após a II Guerra Mundial (1939-1945), e que entre nós se traduz no crescimento das cidades e na diversificação de seus equipamentos culturais, o Museu de Arte Moderna, criado em 1948, no Rio de Janeiro, acompanha o modelo do Museum of Modern Art – MoMA [Museu de Arte Moderna], em Nova York (1929), do mesmo modo que o Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP (1948). Um “museu vivo”, com exposições, música, teatro e cinema, além de debates: eis o intuito central da instituição, presidida pelo colecionador e industrial Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894 – 1968). As diferenças mais evidentes entre o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o de São Paulo parecem ser a abertura do museu carioca às artes aplicadas, sobretudo ao design e ao desenho industrial, e sua vocação educativa, que se concretiza por um serviço de biblioteca atuante (a cargo da crítica literária Lúcia Miguel Pereira) e por ateliês abertos ao público. Diversos profissionais são convidados para implantar as atividades do museu: Candido Portinari (1903 – 1962), pintura; Bruno Giorgi (1905 – 1993), escultura; Alcides Miranda (1909 – 2001), arquitetura; Luís Heitor (1905 – 1992), música; Santa Rosa (1909 – 1956), teatro; e Luís Roberto Assumpção Araújo, cinema. O museu funciona inicialmente em salas cedidas pelo Banco Boa Vista, na praça Pio X, passando em seguida para um espaço improvisado entre os pilotis do prédio do Ministério da Educação e Saúde, onde é aberta ao público a mostra Pintura Européia Contemporânea (janeiro de 1949). Das 32 obras apresentadas nesta exposição, 12 irão compor o acervo do museu, que contará em seguida com doações de Raul Bopp (1898 – 1984), Marques Rabelo e Oscar Niemeyer (1907), entre muitos outros.

O ano de 1952 marca uma nova fase do museu, inaugurada com a exposição dos artistas premiados na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (o que ocorrerá, a partir daí, regularmente) e com a ampliação do acervo, graças ao comando da sra. Niomar Moniz Sodré, então diretora executiva, cujo marido, Paulo Bittencourt é proprietário e diretor do jornal Correio da Manhã. O acervo do MAM – composto até então por quatro obras doadas pela Bienal, por uma pequena doação do MoMA e por contribuições particulares de artistas e colecionadores -, passa a contar nesse momento com obras de artistas estrangeiros adquiridas na Europa como André Lhote (1885 – 1962), Yves Tanguy (1900 – 1955), Georges Mathieu (1921), Fernand Léger (1881 – 1955), Alberto Giacometti (1901 – 1966), entre outros. Dentre os artistas nacionais, além de Portinari, Di Cavalcanti (1897 – 1976)Lasar Segall (1891 – 1957) e Guignard (1896 – 1962), o acervo do MAM se distingue por possuir uma expressiva coleção de Oswaldo Goeldi (1895 – 1961), com desenhos e gravuras. É Niomar quem convida o arquiteto Affonso Reidy (1909 – 1964) para projetar uma nova sede para o museu, em área de 40 mil metros quadrados doada pela prefeitura do Rio, no aterro do Flamengo, com projeto paisagístico de Burle Marx (1909 – 1994). As obras são iniciadas em 1954 e inauguradas em diferentes momentos: o Bloco-Escola, em 1958; o Bloco de Exposições, em 1967 (com mostra de Lasar Segall) e o Bloco-Teatro, inacabado. O projeto de Reidy segue as sugestões do racionalismo arquitetônico que orientam seus diversos trabalhos. No caso do MAM, especificamente, cabe destacar o emprego da estrutura vazada e transparente, a planta livre do espaço de exposições (que prevê a flexibilidade da museografia) e a atenção concedida à iluminação.

Datam também dessa nova fase do museu os cursos, para adultos e crianças, a cargo de colaboradores, como Ivan Serpa (1923 – 1973), Margareth Spencer (1914), Décio Vieira (1922 – 1988)Fayga Ostrower (1920 – 2001) etc. O ateliê infantil, coordenado por Serpa, conhece sucesso imediato. O de adultos, por sua vez, está na origem do Grupo Frente, fundado por Aluísio Carvão (1920 – 2001)Carlos Val (1937), Décio Vieira, Ivan Serpa, Lygia Clark (1920 – 1988)Lygia Pape (1927 – 2004) e Vicent Ibberson (19–), e ao qual aderem em seguida Hélio Oiticica (1937 – 1980)Franz Weissmann (1911 – 2005)Abraham Palatnik (1928), entre outros. Em 1955, têm início as atividades da Cinemateca, com a mostra internacional Dez Anos de Filmes de Arte, e a oferta de cursos regulares. Um pouco mais tarde, em 1959, começa a funcionar o ateliê de gravura, tendo como professores Johnny Friedlaender (1912 – 1992) e Edith Behring (1916 – 1996), e ao qual aderem, entre muitos outros, Maria Bonomi (1935)Anna Letycia (1929)Roberto de Lamonica (1933 – 1995).

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é palco de importantes mostras de artistas nacionais e estrangeiros, além de abrigar conferencistas internacionais. A instituição acolhe grupos e movimentos de vanguarda da arte nacional nos anos de 1950 e 1960, como é possível aferir por mostras como: Exposição do Grupo Frente (1955), Exposição Nacional de Arte Concreta (1957) e mostra da Arte Neoconcreta (1959). Tropicália (1967), obra célebre de Hélio Oiticica, na origem do movimento tropicalista nas artes, é exposta na mostra Nova Objetividade Brasileira, realizada no museu em abril de 1967. O incêndio ocorrido em 1978, quando de uma retrospectiva histórica do uruguaio Torres-Garcia (1874 – 1949), marca um momento trágico na história do museu, que tem parte do seu acervo e instalação destruídos. Em 1992, reorganiza-se o acervo com a transferência, para o museu, em regime de comodato, de parte da coleção de obras brasileiras de Gilberto Chateaubriand. Clássicos da Arquitetura: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro / Affonso Eduardo Reidy Musées D’art Moderne Et Contemporain De Rio Et Niterói Arquitetura: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro / Affonso Eduardo Reidy

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM
Uma escada curva em concreto aparente é destaque em meio à planta livre do pavilhão. Seu diâmetro mede nove metros e sessenta centímetros.
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM

🇧🇷 Prof. PIETRO MARIA BARDI – DIRECTEUR MUSEO DE ARTE DE SÃO PAOLO

Arquiteto, arquitetura, Art museum, Musée art moderne, MUSEO DE ARTE

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Pietro Maria Bardi (La Spezia, 21 février 1900 — São Paulo, 10 octobre 1999) ( 1 Octobre 1999 – malheureusement décédé )..est un journaliste, historien, critique d’art, collectionneur, exposant et marchant d’art italien. Pietro Maria Bardi ou simplement P.M. Bardi fut, avec Assis Chateaubriand, responsable du développement du Musée d’Art de São Paulo (MASP), et son directeur durant 45 années consécutives.

En 1924, Bardi déménagea à Milan et se maria avec Gemma Tortarolo. Le couple eut deux filles, Elisa et Fiorella. Il était à Milan, lorsqu’il commença à travailler comme marchand et critique d’art, avec l’acquisition de Galleria dell’Esame. En 1929 il devint directeur de la Galleria d’Arte di Roma et déménagea à la capitale. Trois ans plu tard, il s’installa à Rome et dirigea la galerie d’art de Rome financée par le Syndicat National Fasciste des Beaux-Arts.

Il fit escale la première fois au Brésil en se rendant à une exposition à Buenos Aires. Après la seconde guerre mondiale, Bardi rencontra l’architecte Lina Bo au Studio d’Arte Palma, à Rome, où tous deux travaillaient. Bardi divorça et se remaria avec Lina en 1946. La même année, comme beaucoup de personnalités liées au régime fasciste, le couple émigra pour l’Amérique du Sud et s’installa au Brésil, pays promis à la prospérité et avec d’intéressantes perspectives en architectures que ne permettait pas l’Europe d’après-guerre. Le couple embarqua de Gênes sur le navire marchant Almirante Jaceguay avec une collection d’œuvres d’arts et d’objets d’artisanat importantes avec lesquelles ils firent leurs premières expositions. Ils transportèrent également leur énorme bibliothèque et arrivèrent à Rio de Janeiro le 17 octobre 1946.

Avec les Å“uvres amenées d’Italie, Bardi organisa une Exposition de Peinture Italienne Moderne au cours de laquelle il rencontra le journaliste Assis Chateaubriand qui avait en projet la construction d’un musée d’art moderne : le Musée d’Art de São Paulo. Chateaubriand proposa à Bardi de diriger le futur musée ce que Bardi accepta. Sa femme Lina fut chargée de l’architecture du musée. Il occupa cette charge de 1947 à 1996. En parallèle il maintint son activité d’essayiste, de critique et d’historien de l’art, d’expert de galeriste et de marchand d’art.

En 1953, les accusations contre Bardi se multipliaient. Il lui était reproché d’avoir réuni des Å“uvres de provenance douteuses – la seconde guerre mondiale était encore proche – et d’authenticité suspecte. Bardi fit exposer sa collection dans les principaux musée d’Europe : Le Louvre (Paris), le Palais des beaux-arts de Bruxelles, le  Centraal Museum (Utrecht), la  Tate Gallery (Londres) et le Palazzo Reale (Milan). https://fr.wikipedia.org/wiki/Pietro_Maria_Bardi

From the Tyrannical Intellect of the Architect to the Good Taste of the Industrial Designer

As a curator and architecture critic in 1930s Italy, P. M. Bardi advocated a radical Rationalist architectural aesthetic for the new fascist metropolis, the emergent fascist nation. The Italian Movement for Rationalist Architecture (MIAR) was a variation of International Style in the vein of Le Corbusier and the Congrès International d’Architecture Moderne (CIAM).[10] Rejecting the ornamentation and use of traditional materials—e.g., marble—that characterized eclecticism and neoclassicism, Italy’s Rationalist architects favored clean geometries, industrial materials such as glass and concrete, and functionalist principles. Throughout the 1930s, Bardi argued for the alliance of Rationalist architecture and fascist politics in the pages of the Milan newspaper L’Ambrosiano, in the architecture journal Quadrante (which he cofounded in 1933 and edited until 1936), and in the Rome newspaper Meridiano.[11] However, Bardi’s justifications for the marriage of Rationalism and fascism underwent some shifts throughout this period. At first, the revolutionary aesthetic character of Rationalism was seen as wholly consonant with the revolutionary political character of Italian fascism.[12] Limitless Museum: P. M. Bardi’s Aesthetic Reeducation Pietro Maria Bardi, Quadrante,
and the Architecture of Fascist Italy Pietro Maria Bardi, o crítico de arte que dirigiu por quase 50 anos o MASP Pietro Maria Bardi: o italiano que criou o Masp Pietro Maria Bardi: curiosidades sobre o jornalista e colecionador de arte PIETRO MARIA BARDI – THE VICARIOUS ARCHITECT: THE IMPORTATION OF ITALIAN FUTURISM TO BRAZIL MASP – museu laboratório: museu e cidade em Pietro Maria Bardi São Paulo Museum of Art

Professor Lionello Venturi com Pietro Maria Bardi em visita ao MASP em 1960
Por dentro do maior e mais importante museu de arte da américa latina. Neste, mostro as principais obras do museu.
Pietro Maria Bardi no Vox Populi em 1980
https://en.wikiarquitectura.com/building/art-museum-of-sao-paulo/
Análisis constructivo y estructural del MASP, proyectado y construido por la arquitecta Italo- Brasilera Lina Bo Bardi