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Né à Rio de Janeiro, en 1948. Il étudie la composition avec Henrique Morelenbaum et le piano avec Dulce de Saules, à l’École de Musique de l’UFRJ. Il débute sa carrière comme critique musical au Jornal do Brasil et intensifie son travail de compositeur à partir de 1977, lorsqu’il remporte le 1er prix du Concours de composition de la II Biennale de musique brésilienne contemporaine, dans la catégorie musique de chambre. En 1978, il est sélectionné pour représenter le Brésil à la Tribune internationale des compositeurs de l’UNESCO, à Paris. Au cours des années suivantes, il reçoit de nombreux prix dans des concours nationaux de composition, ainsi que le Trophée d’Or de Golf, en 1981, du Gouvernement de l’État de Rio de Janeiro et le prix de l’Association des Critiques d’Art de São Paulo/APCA (1982 et 2006) . En septembre 2001, il reçoit le Trophée Carlos Gomes du Département de la Culture de l’État de São Paulo, comme meilleur compositeur de l’année.
Il a participé à d’importants festivals internationaux : World Music Days, à Aarhus, Danemark (1983) ; la Xe Biennale de musique de Berlin (1985) ; les Journées mondiales de la musique, à Budapest, en Hongrie (1986) ; le Festival Aspekte, à Salzbourg, Autriche (1992) ; la série Musiques del nostre Temps, à Palma de Majorque, Espagne (992), Sonidos de las Americas/Brésil, au Carnegie Hall, à New York (1996), la Semaine de la musique brésilienne, organisée à la Hochschule für Musik, à Karlsruhe, Allemagne (2000) et le Premier Congrès mondial de la guitare, à Baltimore, États-Unis (2004).
En 1984, il est fait Chevalier dans l’Ordre des Arts et des Lettres, par le ministère français de la Culture.
Ses œuvres ont été présentées dans les principales salles de concert du Brésil et de l’étranger, comme le Queen Elizabeth Hall de Londres, la Tonhalle de Zurich, le Mozarteum de Salzbourg, le Teatro Colón de Buenos Aires et le Carnegie Hall de New York. De nombreuses pièces de lui sont gravées et beaucoup d’entre elles ont été commandées par des institutions importantes, telles que la Fondation Apollon, à Brême (Allemagne), l’Université de Towson (États-Unis), l’Organisation des États américains (OEA), la Fondation Vitae, le Museum of Art. Moderna de Rio de Janeiro, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, o Centro Cultural Banco do Brasil, la Sala Cecília Meireles, le Ministère brésilien de la Culture et la Ville de Rio de Janeiro. Il a également reçu des commandes de groupes et d’interprètes tels que le coral sueco Vokalensemble, o Quinteto Villa-Lobos et le violoncelliste Antônio Meneses.
En novembre 2003, à l’invitation de la Brahmsgesellschaft, il est artiste résident au Studio Brahmshaus, à Baden-Baden, où il crée l’œuvre Festspielmusik, pour deux pianos et percussions.
Ronaldo Miranda a été professeur de composition à l’École de Musique de l’Université Fédérale de Rio de Janeiro, directeur adjoint de l’Institut National de Musique de la FUNARTE et directeur de la Sala Cecília Meireles.. Il est actuellement professeur de composition au Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo..
Foi aluno de composição na Escola de Música da UFRJ. Seu primeiro trabalho foi como crítico de música no Jornal do Brasil. Iniciou sua carreira como compositor em 1977, ao receber o 1º Prêmio no Concurso de Composição para a II Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Sala Cecília Meireles, na categoria de música de câmara. No ano seguinte, representou o Brasil na Tribuna Internacional de Compositores da Unesco. Foi condecorado com o título de Cavaleiro da Ordem de Artes e Letras, pelo ministério da cultura da França em 1984 e recebeu numerosos prêmios durante toda sua carreira.Escreveu a Sinfonia 2000, sob encomenda do Ministério da Cultura, para as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil.Foi também vice-diretor do Instituto Nacional de Música da Funarte, diretor da Sala Cecília Meireles e professor de composição da UFRJ e da USP.Em maio de 1992, estreou, no Theatro Municipal de São Paulo, a sua primeira ópera – Dom Casmurro -, baseada no romance de Machado de Assis, com libreto de Orlando Codá.
Em 22 de setembro de 2006, estreou sua segunda ópera, A Tempestade, com libreto do próprio compositor, baseado na peça The Tempest de William Shakespeare. A récita aconteceu no Theatro São Pedro de São Paulo, com a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, sob regência e direção musical de Abel Rocha. Ronaldo Miranda recebeu vários prêmios em concursos brasileiros de composição, tais como o Troféu Golfinho de Ouro (1981), o Prêmio APCA (Melhor Obra Orquestral de 1982) e o Prêmio Carlos Gomes (2001). Laureado no Concurso Internacional de Composição de Budapeste (1986) e condecorado com a Ordem das Artes e das Letras pelo governo francês (1984), participou de inúmeros festivais internacionais, dentre os quais o World Music Days (Aarhus, 1983 e Budapeste, 1986), a X Bienal de Música de Berlim (1985), o Aspekte Festival (Salzburgo, 1992), a série Musiques Del Nostre Temps (Palma de Mallorca, 1992), a série Sonidos de las Américas/Brasil (Nova York, 1996) e a Semana de Música Brasileira (Karlsruhe, 2000). Os maestros estrangeiros que regeram a obra do compositor foram Thomas Conlin, Miltiades Carides, Mendi Rodan, Zsolt Nagy, Lavard Skou Larsen, Armando Krieger, Darko Butorak, Odaline de la Martinez, Isabel Costes, Andrew Constantine, Gustav Frielinghaus. Em 1990, pelo Projeto de Incentivo à Criação Musical Brasileira, recebeu encomenda da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo para compor a Suíte Tropical.
Em 2003, participou do projeto Amazônia Deslendada (Berlim/Bayreuth), e foi compositor residente na Brahmshaus de Baden-Baden. Em 2004, estreou seu Concerto para 4 Violões e Orquestra com a Baltimore Symphony e o Brazilian Guitar Quartet, durante o I World Guitar Congress (Baltimore).[5] Em 2008, esteve presente à série Kläng der Welt (‘Sons do Mundo’), na Deutsche Oper Berlin. Em 2013, no Theatro São Pedro de São Paulo, estreou a ópera O Menino e a Liberdade com libreto de Jorge Coli baseado no conto de Paulo Bonfim. A regência foi de Roberto Duarte. Em 2014, compôs as Variações Temporais – Beethoven Revisitado, para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). A obra foi apresentada na Sala São Paulo, sob a regência do maestro Marcelo Lehninger.
Em 2009, compôs, também por encomenda da OSESP, o Concerto para Violino e Orquestra, que estreou em abril de 2010, para comemorar os 25 anos de Cláudio Cruz, como spalla da orquestra. Compôs o Tríptico do Tietê, com texto de Mário de Andrade, para o CD encartado no livro Águas do Rio Tietê. A obra estreou na Biblioteca Mário de Andrade, interpretada por Ricardo Ballestero, Ricardo Bologna, Luiz Afonso Montanha e Luciana Bueno. Em 2017 participou da Bienal de Música Brasileira Contemporânea, com uma obra para flauta e orquestra.
Em 2022 compôs o balé Macunaíma, inspirada na obra de Mário de Andrade, para o Ballet e Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.Em 2023 a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fez um concerto em comemoração aos 75 anos do compositor interpretando a obra Horizontes de 1992. A orquestra vai gravar uma série de obras do autor, lançadas na coleção Música do Brasil, do selo Naxos. A regência é do diretor artístico Fabio Mechetti.
Gravações
Em 2000, a cantora Sandra Félix e a pianista Scheila Glaser gravaram o CD Canções Brasileiras onde interpretaram a obra Cantares de Ronaldo Miranda.
Em 2001, o Brazilian Guitar Quartet gravou as Variações Sérias, com arranjo do guitarrista escocês Paul Galbraith.
Em 2003 a pianista Clélia Iruzun gravou o Concertino, de Ronaldo Miranda, no CD Brazilian Mosaic.
Em 2013, a pianista Patrícia Bretas gravou o CD Patrícia Bretas no qual interpreta obras de Ronaldo Miranda, para piano.
Em 2015, o quarteto de violões Quaternaglia gravou a Suíte nº 3 (1973), de Ronaldo Miranda, no CD Xangô. No mesmo ano, o Trio Tokeshi-Rosas-Bazarian (Eliane Tokeshi, violino; Giuliano Rosas, clarinete, e Lidia Bazarian, piano) lançou o CD Fragmentos de um Inverno Solar, com a obra Seis Fragmentos de um Inverno Solar, também de Miranda.
Discografia
- Canções Brasileiras (2000) – Sandra Félix (canto) e Scheila Glaser (piano). Paulus Editora.[17]
- Encantamento (2001) – Brazilian Guitar Quartet [18]
- Brazilian Mosaic (2003) – Clélia Iruzun [19]
- Patrícia Bretas interpreta Ronaldo Miranda (2013)
- Xangô (2015) – Quaternaglia [20]
- Fragmentos de um Inverno Solar (2015) – Trio Tokeshi-Rosas-Bazarian










































































