🇧🇷 Grêmio Recreativo ESCOLA DE SAMBA UNIÃO DA ILHA | rio de Janeiro | 27.01.1988 

art popular brasileiros, Brazil, Escola de Samba, Music

linguagem 🇫🇷 🇧🇷

Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Ilha do Governador (souvent simplement appelé União da Ilha) est une école de samba de la ville de Rio de Janeiro. Elle a été fondée le 7 mars 1953 par les amis Maurício Gazelle, Quincas et Orphylo, qui se trouvaient sur l’Estrada do Cacuia, le principal site du carnaval de l’Ilha do Governador, observant les représentations de petites écoles de samba et de pâtés de maisons de divers quartiers de l’île. . C’est à ce moment-là qu’ils ont décidé que le quartier de Cacuia devrait avoir une école de samba qui le représenterait. Actuellement, l’école est basée à Estrada do Galeão, dans le quartier de Cacuia.

União da Ilha a un lien fort avec son lieu d’origine, le quartier de Cacuia, l’un des quatorze qui composent Ilha do Governador, dans la zone nord de la ville de Rio de Janeiro. Le carnaval dans la région était célébré avec des bains de mer costumés et des défilés dans les ranchs de carnaval (parmi les plus connus étaient Caprichosos da Ilha, Embaixadores da Folia, Nova Embaixada et Recreio da Ilha). Même avec l’inauguration du Ponte do Galeão et du système de transport par ferry, il était coûteux et difficile de participer au défilé de l’école de samba de Rio de Janeiro. Avec cela, Ilha do Governador a organisé son propre concours. Le défilé a eu lieu sur Estrada do Cacuia et comprenait la participation des écoles de samba Império da Ligação, Paraíso Imperial, Unidos da Cova da Onça et Unidos da Freguesia.

Les citations et références à Ilha do Governador sont courantes dans les sambas de l’école, ainsi que les expressions qui symbolisent l’acte de traverser la baie de Guanabara, de l’île au centre-ville, comme dans les sambas de 1982 (« A minha alegria atravessou o mar / E ancorou na passarela “); 1990 (“Sonhando o mar atravessei “); 1992 (« Sou mais minha Ilha / Tu és meu amor / Em ti me planto / Ilha do Governador ») ; 1999 (« Assim a Ilha vem pra festa / Atravessando o mar azul ») ; entre les autres

Bandeira e Brasão

bandeira, ou pavilhão, da escola possui dezesseis raios de cores intercaladas (quatro azuis, quatro vermelhos e oito brancos), partindo do brasão da escola (que se encontra ao centro) em direção às extremidades da bandeira. O modelo foi implantado no desfile de 1987, e desde então teve pequenas variações de ano a ano, como por exemplo, a disposição dos raios azuis e vermelhos, ora intercalados com os raios brancos, ora em duplas com um raio branco ao meio. O pavilhão original da escola era liso, de cor branca, com o brasão da escola ao centro. Após a troca em 1987, ainda foi carregado pelo segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação durante alguns desfiles. O brasão da escola foi redesenhado em 1970 pelo então carnavalesco da agremiação, Edson Machado, e pelo diretor Paulinho Barbudo, sendo utilizado pela primeira vez no carnaval de 1971, na estreia da agremiação no Grupo 2. Seguindo os preceito da heráldica, o brasão consiste em um escudo, com uma faixa branca diagonal, tendo em seu interior a inscrição “União”. A faixa branca divide o escudo em dois lados. O lado superior, de cor vermelha, tem o desenho de uma lira dourada, que representa a música. O lado inferior, de cor azul, tem o desenho de um cavalo-marinho dourado, representando o mar da Ilha do Governador. Ramos de louro dourados circundam o brasão na parte inferior. Mais abaixo, a inscrição “da” e uma faixa branca com a inscrição “Ilha do Governador”. Acima do brasão, uma águia, representando a Portela, escola-madrinha da União. E mais acima, a inscrição “G.R.E.S.” (Grêmio Recreativo Escola de Samba). As cores das letras das inscrições e a estilização dos desenhos representados no brasão costumam sofrer pequenas variações a cada ano. Algumas fontes afirmam que o desenho da águia teria sido ideia de Natal da Portela.  Outras fontes afirmam que a ideia foi do carnavalesco Edson Machado. O brasão original da agremiação continha menos detalhes. Consistia em um escudo com três listras, nas cores da escola, e a inscrição “G.R.E.S.U.I.G.” (Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Ilha do Governador).

História

Apesar de sediar o desfile de carnaval, Cacuia não tinha nenhuma escola de samba representante. O bairro possuía um time de futebol, o União Futebol Club. A equipe tricolor, de cores azul, vermelho e branco, era comandada pelo técnico Maurício Gazelle. Seus jogadores moravam na Ilha e disputavam campeonatos locais. Na terça-feira de carnaval, 5 de março de 1953, os amigos Maurício Gazelle, Joaquim Lara de Oliveira (“Quincas”) e Orphilo Bastos acompanhavam os desfiles das escolas de samba da Ilha do Governador, na Estrada do Cacuia, quando tiveram a ideia de fundar uma escola que congregasse o time e os torcedores do União Futebol Clube e que representasse o bairro do Cacuia – até então sem escola de samba. O trio apresentou a sugestão aos outros colegas do time e marcaram uma reunião para discutir a proposta.

A Escola de Samba União (mais tarde, União da Ilha do Governador) foi fundada em 7 de março de 1953, durante uma reunião no armazém de Maurício Gazelle, na Rua Itapissuma, número 252. Segundo a ata de fundação da escola, cerca de 231 sambistas estiveram presentes no armazém, sendo que 59 se comprometeram a pagar uma taxa associativa para ajudar a custear a nova escola de samba. Os 59 sócios-fundadores da agremição foram: Maurício Taufie Gazelle; Orphilo Bastos; Joaquim Lara de Oliveira; Paulo Amargoso; Julio Taufie Gazelle; Avelino de Souza; Josino Duarte; Dázio de Almeida Vasconcellos; Cláudio Macedo; Ary Nogueira da Silva; Sebastião Pinheiro; Olindo da Cruz; Albino Francisco da Rocha; Moysés da Silva; Jorge Pereira de Paula; Erotildes F. Peçanha; João Teles de Menezes; Wilson Sada; João Teles de Menezes Junior; Hélio da Silva; Floriano Silva Pereira; Antônio Ignácio Paquier; Zadival de Oliveira; Nicolau Tolentino da Costa; Guaracy Teles de Menezes; Gileno Ferreira; Setembrino Vieira de Mello; Wilson Vinhais; Branco Dante Arpino; Antônio Diniz; João Monteiro de Almeida; Sebastião Antônio de Souza; Floriano de Souza; Altair da Silva; Euzébio dos Santos; Wanderley Paulo da Costa; Honório José Barbosa; João de Souza Costa; Rubens de Oliveira; Victor Leitão; Eliseu Silva; Manoel Pereira; Walter Leitão; Joel S. Silva; Porcino Soares dos Santos; Edno Pessoa Marques; Lano Pessoa Marques; Wilson Ferreira Brito; Ary Gonçalves; José Narciso Gomes da Vinha; José Francisco de Azevedo; Hélio Gomes da Purificação; José Ignácio dos Anjos; Hugoneles A. Cunha; Egídio Gomes da Purificação; Jorge Ignácio dos Anjos; Ely Ferreira; José Taufie Gazelle e Walter da Silva Mattos. Na mesma reunião, Maurício Gazelle foi eleito o primeiro presidente da agremiação e Paulo Amargoso foi eleito o vice-presidente.

🇧🇷 Grêmio Recreativo ESCOLA DE SAMBA PORTELA | Rio de Janeiro | 10.01.1988

Art populaire, Brazil, Escola de Samba, Rio de janeiro

linguagem 🇫🇷 🇧🇷

Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela (ou simplement Portela) est une école de samba brésilienne située dans la ville de Rio de Janeiro. Adoptant l’aigle et les couleurs bleu et blanc comme symbole, Portela occupe la position de plus grand champion du carnaval de Rio de Janeiro, avec 22 titres (1935, 1939, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1946, 1947, 1951). , 1953, 1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1964, 1966, 1970, 1980, 1984 et 2017). Cette marque comprend sept fois le championnat et un quadruple championnat, respectivement entre 1941-1947 et 1957-1960. On l’appelle affectueusement “La Majesté de la Samba” et forme, avec Deixa Falar et Mangueira, la triade des écoles fondatrices du carnaval de Rio.

L’école a été officiellement fondée en tant que groupe du carnaval, appelé Conjunto Oswaldo Cruz, le 11 avril 1923, dans le quartier d’Oswaldo Cruz. Bien que certains chercheurs pensent que l’école a été fondée en 1926, l’année officielle de fondation est 1923, la même année où a été créé le groupe “Baianinhas de Oswaldo Cruz”, qui contenait déjà l’embryon du premier conseil d’administration de Porto, avec Paulo da Portela, Alcides Dias Lopes (mieux connu sous le nom de “Malandro historique”), Heitor dos Prazeres, Antônio Caetano, Antônio Rufino, Manuel Bam Bam Bam, Natalino José do Nascimento (“son Noël”), Candinho et Cláudio Manuel. Elle changea deux fois de nom – “Quem Nos Faz É O Capricho” et “Vai Como Pode” -, jusqu’à prendre définitivement le nom de Portela, au milieu des années 1930. C’est l’une des principales écoles de samba de Rio de Janeiro, formant aux côtés de Mangueira et Beija-Flor, les trois plus grands champions du carnaval de Rio.

En 1988, Tradição, une école fondée par des dissidents de Portela, atteint l’élite du carnaval et, pour la première fois, concourra dans le même groupe que Portela. L’artiste du carnaval Geraldo Cavalcante a créé une intrigue inspirée du livre A Fonte dos Amores, de Câmara Cascudo. L’Å“uvre raconte la légende de la passion du vice-roi du Brésil, Dom Luís de Vasconcelos e Sousa, pour une jeune femme appelée Susana. Regrettant d’avoir séparé la jeune femme de son fiancé, le vice-roi parvient à réunir à nouveau le couple et, en guise de cadeau, ordonne à Mestre Valentim d’urbaniser Lagoa do Boqueirão (plus tard, Passeio Público), où vivait la jeune femme, donnant lieu à la construction de la Fontaine des Amours. L’histoire a servi de toile de fond pour rendre hommage au centre de Rio de Janeiro, où se déroule le roman de Câmara Cascudo. Le refrain de la samba de l’école (« Briga, eu, eu quero briga / Hoje eu venho reclamar / Esta praça ainda é minha / Eu também estou fominha / Jacaré quer me abraçar ») a été perçu comme une provocation à la Tradition. Le président de Portela, Carlinhos Maracanã, a nié que la samba de l’école soit un signe indirect de la Tradition. Selon Maracanã, le combat évoqué dans la samba vient de Cinelândia, transformée en place de manifestations populaires. Avant le Carnaval, Portela s’est adressée au tribunal pour tenter d’empêcher Tradição d’utiliser un condor dans sa voiture à ailes ouvertes, affirmant qu’il s’agissait d’une copie de l’aigle de Porto. Portela était la huitième et dernière école de la première nuit du Groupe 1 en 1988, commençant son défilé vers huit heures du matin, à la lumière du jour. Le comité directeur de l’association était formé par des personnalités illustres de Porto, comme Argemiro, Ary do Cavaco, Carioca, Periquito, Monarco, Wilson Moreira, Casquinha, Manacéia, Alberto Lonato, Edir, Gaúcho et Casemiro. Dans la voiture à ailes ouvertes, la sculpture d’aigle de Portela défilait, blanche avec des découpes de miroirs. Le défilé a commencé en s’adressant aux trois ethnies qui composent le peuple brésilien, en mettant l’accent sur les noirs, représentés par des ailes chorégraphiées par le danseur Jerônymo Patrocínio. Il a également abordé la construction de l’Avenida Central (plus tard, Rio Branco), de l’Avenida Beira-Mar et du Passeio Público ; en plus de Cinelândia et Lapa. Les actrices Claudia Raia et Vera Gimenez ont participé au défilé. Enceinte, la mannequin Luiza Brunet s’est retirée en tant que marraine de la batterie, défilant sur un trépied. Dans sa revue, le Jornal do Brasil a publié que l’animation du défilé « compensait l’intrigue confuse ». Portela a pris la cinquième place au carnaval de 1988 ; tandis que la Tradition était classée huitième

1988

No ano do Centenário da Abolição, a Portela escolheu para enredo um tema inspirado no livro “A fonte dos amores”, de José Câmara Cascudo, que trata da paixão do Vice-Rei D. Luís de Vasconcelos de Sousa por uma jovem chamada Susana, moradora das proximidades do antigo Largo do Boqueirão, atual Passeio Público, e da construção da famosa fonte esculpida por Mestre Valentim. Geraldo Cavalcanti, em seu segundo e último ano na escola como carnavalesco, partiu dessa história de amor para enaltecer a região do Centro do Rio de Janeiro que compreende, além do Passeio Público, a Avenida Rio Branco, a Cinelândia e a Lapa.