🇧🇷 Dr. CACILDA TEXEIRA da COSTA | historienne d’art vidéo | São Paulo | 06.02.1988

Brazil, crítico de arte, Musée art moderne, MUSEO DE ARTE, video art

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Née à São Paulo en 1941, Cacilda Teixeira da Costa a été la coordinatrice du premier centre d’art vidéo dans un musée brésilien (créé en 1976) au MAC-USP Museu de Arte Contemporânea à l’invitation de son premier directeur Walter Zanini. Elle a également été commissaire d’art vidéo à la 16e Biennale de São Paulo.   De 1979 à 1983, elle a été rédactrice en chef d’un ouvrage de référence pour l’historiographie des arts plastiques au Brésil : « Histoire générale de l’art au Brésil » en 2 volumes de 1116 pages, organisé par Walter Zanini. Elle a également été directrice du MAM-SP, Musée d’Art Moderne dans les années 1990. Elle est conseillère auprès de la Fundação Bienal de São Paulo.

Elle est titulaire d’une maîtrise et d’un doctorat en arts visuels de l’Université de São Paulo (1997). Sa thèse de doctorat portait sur l’artiste Wesley Duke Lee ” Um salmão na corrente taciturna: o percurso interior, : le voyage intérieur, la vie et l’œuvre de Wesley Duke Lee”. Elle s’intéresse également aux livres d’artistes. En 1985, avec Ana Teresa Fabris, elle organise une grande exposition sur ce thème au CCSP, Centro Cultural São Paulo.

Parmi de nombreuses expositions, elle a été responsable du commissariat d’approximations de l’esprit pop: Waldemar Cordeiro, Antonio Dias, Wesley Duke Lee, Nelson Leirner, 1963-1968 au Musée d’art moderne de São Paulo – MAM 1993 et ​​également de la rétrospective Wesley Duke Lee, tenue au Musée d’Art de São Paulo – MASP en 1981.

🇧🇷 WESLEY DUKE LEE | artiste peintre | São Paulo | 03.02.1988

Brazil, Interview, Musée art moderne, MUSEO DE ARTE, Pintor

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Lee ( malheureusement décédé le 12 septembre 2010) était un petit-fils d’Américains et de Portugais et commença son apprentissage de l’art dans le cours de dessin du Musée d’Art de São Paulo, en 1951. L’année suivante, il partit aux États-Unis pour étudier à la Parsons et à l’AIGA, à New York, jusqu’en 1955. Il y découvre les œuvres de Robert Rauschenberg, Jasper Johns, Cy Twombly et le Pop art en général. De retour au Brésil, Lee abandonne sa carrière publicitaire et étudie la peinture avec Karl Plattner, qu’il rejoint lors d’un voyage en Italie et en Autriche en 1960. Lee se rend également à Paris, où il suit des cours à l’Académie de la Grande Chaumière et à l’atelier de Johnny Friedlaender. De retour au Brésil, en 1963, Lee commence à travailler avec de jeunes artistes et interprète le happening O Grande Espetáculo das Artes (« Le Grand Spectacle des Arts » en portugais) au Bar João Sebastião, à São Paulo. Cela a été considéré comme l’un des événements les plus pionniers au Brésil.  Avec Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff et Pedro Manuel Gismondi, entre autres, il fonde un groupe dédié au réalisme magique. En 1966, il rejoint un groupe appelé « Grupo Rex » mais cela ne durera que jusqu’en 1967.

Wesley Duke Lee (São Paulo SP 1931 – idem 2010)

Desenhista, gravador, artista gráfico, professor.

Faz curso de desenho livre no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em 1951. Um ano depois, viaja para os Estados Unidos e estuda na Parson’s School of Design e no American Institute of Graphic Arts, em Nova York, até 1955. Nessa época, acompanha as primeiras manifestações da arte pop e vê trabalhos de Robert Rauschenberg (1925-2008), Jasper Johns (1930) e Cy Twombly (1928-2011). No Brasil, em 1957, deixa a publicidade e torna-se aluno do pintor Karl Plattner (1919-1989), com quem trabalha em São Paulo e, posteriormente, na Itália e na Áustria, até 1960. Nessa época, vive também em Paris, freqüenta a Académie de la Grande Chaumière e o ateliê de Johnny Friedlaender (1912-1992). Retorna ao Brasil em 1960. Em 1963, inicia trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo (1941), Frederico Nasser (1945), José Resende (1945), Luiz Paulo Baravelli (1942), entre outros. Nesse ano, realiza, no João Sebastião Bar, em São Paulo, O Grande Espetáculo das Artes, um dos primeiros happenings do Brasil. Procura organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília (1928), Bernardo Cid (1925-1982), Otto Stupakoff (1935-2009) e Pedro Manuel-Gismondi (1925-1999), e outros. Em 1966, com Nelson Leirner (1932), Geraldo de Barros (1923-1998), José ResendeCarlos Fajardo e Frederico Nasser, funda, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existe até 1967.

Comentário Crítico

Wesley Duke Lee é pioneiro na incorporação dos temas e da linguagem pop no Brasil. Em 1963, cria o movimento realismo mágico, com Marcia Cecília, Pedro Manuel-Gismondi, Otto Stupakoff e Carlos Felipe Saldanha. O aspecto figurativo do movimento é uma alternativa à academicização do abstracionismo no Brasil. Ainda em 1963, ensina artistas como Carlos FajardoFrederico NasserJosé Resende e Luiz Paulo Baravelli. Duke Lee trabalha intensamente com esses alunos, por cerca de dois anos. No período, o trabalho do pintor sai do plano e ganha o espaço tridimensional. Obras como O Trapézio ou Uma Confusão, 1966 e O Helicóptero, 1967 já se articulam como ambientes. Em 1969, mora na Califórnia, onde faz experiências com novas tecnologias e leciona na Universidade do Sul da Califórnia, em Irvine. Durante a década de 1970, lida com outras tradições, como a cartografia, a caligrafia oriental e os desenhos de botânica.

Nessa exposição, realizada no já extinto João Sebastião Bar, em São Paulo, Wesley fez a leitura de um protesto, em forma de agradecimento, contra os críticos de arte, enquanto nascia o “Realismo Mágico”, movimento com tendências narrativas, sob a ascendência da arte pop, mas enraizado no surrealismo. Ainda em 1963, realizou sua primeira mostra individual, em Milão, na Itália. Em junho de 1966, Wesley Duke Lee, Nelson Leirner, Geraldo de Barros e alguns de seus discípulos, fundam o “Grupo Rex”, marcado pela irreverência, humor e crítica, incomodados com a situação da arte no país. Fundam também a Rex Gallery & Som, mas o grupo teve vida curta, durando até maio de 1967.

Wesley Duke Lee não evitava a provocação nem fugia de uma polêmica. Nos anos 70 rompeu com o círculo artístico vigente, após ter seu manifesto publicado na imprensa, no qual dizia que daquele momento em diante exporia somente em museus e salas públicas. Durante seis anos retirou-se do mercado de arte, só voltando em 1976. Wesley era um destacado desenhista e se valeu dos mais diversos meios e materiais para expressar sua arte, fazia uso do nanquim e da pintura por computador. Para muitos críticos, sua obra significou a virada da arte moderna para a arte contemporânea no Brasil.

Wesley Duke Lee faleceu em São Paulo, no dia 12 de setembro de 2010.

🇧🇷 MARC BERKOWITZ | crítico de arte | 1914 – 1989

Brazil, crítico de arte, Musée art moderne, MUSEO DE ARTE, Rio de janeiro

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Rio de Janeiro 16.01.1988

Mark Berkowitz, crítico de arte de origem russa, radicado no Brasil há meio século. Considerado um dos mais destacados conhecedores de arte do país, Berkowitz dirigiu por mais de três décadas a Galeria de Arte do Instituto Brasil Estados Unidos, o Ibeu, do Rio de Janeiro, onde se notabilizou por incentivar o trabalho de artistas jovens. Berkowitz morreu dia 28 de novembro, 1989, aos 75 anos no Rio de Janeiro. Criada em 1962 pelo crítico de arte Marc Berkowitz, a coletiva Novíssimos tem como objetivo apresentar a produção de arte de seu tempo e, igualmente, revelar novos talentos. Em 47 anos de existência, participaram deste Salão artistas como Anna Bella Geiger, Ivens Machado, Márcia X., Ana Holck, Mariana Manhães, Pedro Varela, Raul Leal, entre outros. Até 2008, 480 artistas já haviam participado desta coletiva anual.

Homenagem à Marc Berkowitz

VASCO PRADO. Textos de Marc Berkowitz e Manuel Barata. Depoimentos do artista e de outros (Érico Veríssimo, José Roberto Teixeira Leite, Geraldo Ferraz, Jorge Amado …). Companhia Iochpe de Participações, Porto Alegre, 1984. Encadernado, 84 páginas, 22 x 29 cm. 

Comenta a conferência, sobre o tema Arte Moderna no Brasil – Verdades e Paradoxos, pronunciada pelo crítico de arte Marc Berkowitz, na ABI, onde o conferencista coloca Di Cavalcanti e Portinari como as “vacas sagradas” da arte brasileira.

🇧🇷 Diretor PAULO HERKENHOFF | Museu de Arte Moderna | Rio de Janeiro

Art museum, Brazil, Musée art moderne, MUSEO DE ARTE, Rio de janeiro

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  1. Paulo Herkenhoff (born 1949) is an independent curator and critic. From 2003–2006, he was director of the Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Previously Herkenhoff was adjunct curator in the Department of Painting and Sculpture at Museum of Modern Art, New York (1999–2002), and chief curator of Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (1985–1990). He was also artistic director of the 1998 24th São Paulo Biennale, São Paulo (1997–1999), and curated the Brazilian Pavilion at the 47th Venice Biennale, Venice, 1997. Herkenhoff recently co-curated Brasil: desFocos (O Olho de Fora), Paço das Artes, São Paulo, 2008 and contributed to the publication Psycho Buildings: Artists Take on Architecture (2008). He has also published texts on artists such as Raul Mourão (2007); Guillermo Kuitca (2006); Rebecca Horn (2005); Julião Sarmento (2004); and Louise Bourgeois (2003). Herkenhoff lives and works in Rio de Janeiro. 

Fruto das transformações culturais que têm lugar no período após a II Guerra Mundial (1939-1945), e que entre nós se traduz no crescimento das cidades e na diversificação de seus equipamentos culturais, o Museu de Arte Moderna, criado em 1948, no Rio de Janeiro, acompanha o modelo do Museum of Modern Art – MoMA [Museu de Arte Moderna], em Nova York (1929), do mesmo modo que o Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP (1948). Um “museu vivo”, com exposições, música, teatro e cinema, além de debates: eis o intuito central da instituição, presidida pelo colecionador e industrial Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894 – 1968). As diferenças mais evidentes entre o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o de São Paulo parecem ser a abertura do museu carioca às artes aplicadas, sobretudo ao design e ao desenho industrial, e sua vocação educativa, que se concretiza por um serviço de biblioteca atuante (a cargo da crítica literária Lúcia Miguel Pereira) e por ateliês abertos ao público. Diversos profissionais são convidados para implantar as atividades do museu: Candido Portinari (1903 – 1962), pintura; Bruno Giorgi (1905 – 1993), escultura; Alcides Miranda (1909 – 2001), arquitetura; Luís Heitor (1905 – 1992), música; Santa Rosa (1909 – 1956), teatro; e Luís Roberto Assumpção Araújo, cinema. O museu funciona inicialmente em salas cedidas pelo Banco Boa Vista, na praça Pio X, passando em seguida para um espaço improvisado entre os pilotis do prédio do Ministério da Educação e Saúde, onde é aberta ao público a mostra Pintura Européia Contemporânea (janeiro de 1949). Das 32 obras apresentadas nesta exposição, 12 irão compor o acervo do museu, que contará em seguida com doações de Raul Bopp (1898 – 1984), Marques Rabelo e Oscar Niemeyer (1907), entre muitos outros.

O ano de 1952 marca uma nova fase do museu, inaugurada com a exposição dos artistas premiados na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (o que ocorrerá, a partir daí, regularmente) e com a ampliação do acervo, graças ao comando da sra. Niomar Moniz Sodré, então diretora executiva, cujo marido, Paulo Bittencourt é proprietário e diretor do jornal Correio da Manhã. O acervo do MAM – composto até então por quatro obras doadas pela Bienal, por uma pequena doação do MoMA e por contribuições particulares de artistas e colecionadores -, passa a contar nesse momento com obras de artistas estrangeiros adquiridas na Europa como André Lhote (1885 – 1962), Yves Tanguy (1900 – 1955), Georges Mathieu (1921), Fernand Léger (1881 – 1955), Alberto Giacometti (1901 – 1966), entre outros. Dentre os artistas nacionais, além de Portinari, Di Cavalcanti (1897 – 1976)Lasar Segall (1891 – 1957) e Guignard (1896 – 1962), o acervo do MAM se distingue por possuir uma expressiva coleção de Oswaldo Goeldi (1895 – 1961), com desenhos e gravuras. É Niomar quem convida o arquiteto Affonso Reidy (1909 – 1964) para projetar uma nova sede para o museu, em área de 40 mil metros quadrados doada pela prefeitura do Rio, no aterro do Flamengo, com projeto paisagístico de Burle Marx (1909 – 1994). As obras são iniciadas em 1954 e inauguradas em diferentes momentos: o Bloco-Escola, em 1958; o Bloco de Exposições, em 1967 (com mostra de Lasar Segall) e o Bloco-Teatro, inacabado. O projeto de Reidy segue as sugestões do racionalismo arquitetônico que orientam seus diversos trabalhos. No caso do MAM, especificamente, cabe destacar o emprego da estrutura vazada e transparente, a planta livre do espaço de exposições (que prevê a flexibilidade da museografia) e a atenção concedida à iluminação.

Datam também dessa nova fase do museu os cursos, para adultos e crianças, a cargo de colaboradores, como Ivan Serpa (1923 – 1973), Margareth Spencer (1914), Décio Vieira (1922 – 1988)Fayga Ostrower (1920 – 2001) etc. O ateliê infantil, coordenado por Serpa, conhece sucesso imediato. O de adultos, por sua vez, está na origem do Grupo Frente, fundado por Aluísio Carvão (1920 – 2001)Carlos Val (1937), Décio Vieira, Ivan Serpa, Lygia Clark (1920 – 1988)Lygia Pape (1927 – 2004) e Vicent Ibberson (19–), e ao qual aderem em seguida Hélio Oiticica (1937 – 1980)Franz Weissmann (1911 – 2005)Abraham Palatnik (1928), entre outros. Em 1955, têm início as atividades da Cinemateca, com a mostra internacional Dez Anos de Filmes de Arte, e a oferta de cursos regulares. Um pouco mais tarde, em 1959, começa a funcionar o ateliê de gravura, tendo como professores Johnny Friedlaender (1912 – 1992) e Edith Behring (1916 – 1996), e ao qual aderem, entre muitos outros, Maria Bonomi (1935)Anna Letycia (1929)Roberto de Lamonica (1933 – 1995).

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é palco de importantes mostras de artistas nacionais e estrangeiros, além de abrigar conferencistas internacionais. A instituição acolhe grupos e movimentos de vanguarda da arte nacional nos anos de 1950 e 1960, como é possível aferir por mostras como: Exposição do Grupo Frente (1955), Exposição Nacional de Arte Concreta (1957) e mostra da Arte Neoconcreta (1959). Tropicália (1967), obra célebre de Hélio Oiticica, na origem do movimento tropicalista nas artes, é exposta na mostra Nova Objetividade Brasileira, realizada no museu em abril de 1967. O incêndio ocorrido em 1978, quando de uma retrospectiva histórica do uruguaio Torres-Garcia (1874 – 1949), marca um momento trágico na história do museu, que tem parte do seu acervo e instalação destruídos. Em 1992, reorganiza-se o acervo com a transferência, para o museu, em regime de comodato, de parte da coleção de obras brasileiras de Gilberto Chateaubriand. Clássicos da Arquitetura: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro / Affonso Eduardo Reidy Musées D’art Moderne Et Contemporain De Rio Et Niterói Arquitetura: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro / Affonso Eduardo Reidy

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM
Uma escada curva em concreto aparente é destaque em meio à planta livre do pavilhão. Seu diâmetro mede nove metros e sessenta centímetros.
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM

🇧🇷 Prof. PIETRO MARIA BARDI – DIRECTEUR MUSEO DE ARTE DE SÃO PAOLO

Arquiteto, arquitetura, Art museum, Musée art moderne, MUSEO DE ARTE

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Pietro Maria Bardi (La Spezia21 février 1900 — São Paulo10 octobre 1999) ( 1 Octobre 1999 – malheureusement décédé )..est un journalistehistoriencritique d’art, collectionneur, exposant et marchant d’art italien. Pietro Maria Bardi ou simplement P.M. Bardi fut, avec Assis Chateaubriand, responsable du développement du Musée d’Art de São Paulo (MASP), et son directeur durant 45 années consécutives.

En 1924, Bardi déménagea à Milan et se maria avec Gemma Tortarolo. Le couple eut deux filles, Elisa et Fiorella. Il était à Milan, lorsqu’il commença à travailler comme marchand et critique d’art, avec l’acquisition de Galleria dell’Esame. En 1929 il devint directeur de la Galleria d’Arte di Roma et déménagea à la capitale. Trois ans plu tard, il s’installa à Rome et dirigea la galerie d’art de Rome financée par le Syndicat National Fasciste des Beaux-Arts.

Il fit escale la première fois au Brésil en se rendant à une exposition à Buenos Aires. Après la seconde guerre mondiale, Bardi rencontra l’architecte Lina Bo au Studio d’Arte Palma, à Rome, où tous deux travaillaient. Bardi divorça et se remaria avec Lina en 1946. La même année, comme beaucoup de personnalités liées au régime fasciste, le couple émigra pour l’Amérique du Sud et s’installa au Brésil, pays promis à la prospérité et avec d’intéressantes perspectives en architectures que ne permettait pas l’Europe d’après-guerre. Le couple embarqua de Gênes sur le navire marchant Almirante Jaceguay avec une collection d’œuvres d’arts et d’objets d’artisanat importantes avec lesquelles ils firent leurs premières expositions. Ils transportèrent également leur énorme bibliothèque et arrivèrent à Rio de Janeiro le 17 octobre 1946.

Avec les œuvres amenées d’Italie, Bardi organisa une Exposition de Peinture Italienne Moderne au cours de laquelle il rencontra le journaliste Assis Chateaubriand qui avait en projet la construction d’un musée d’art moderne : le Musée d’Art de São Paulo. Chateaubriand proposa à Bardi de diriger le futur musée ce que Bardi accepta. Sa femme Lina fut chargée de l’architecture du musée. Il occupa cette charge de 1947 à 1996. En parallèle il maintint son activité d’essayiste, de critique et d’historien de l’art, d’expert de galeriste et de marchand d’art.

En 1953, les accusations contre Bardi se multipliaient. Il lui était reproché d’avoir réuni des œuvres de provenance douteuses – la seconde guerre mondiale était encore proche – et d’authenticité suspecte. Bardi fit exposer sa collection dans les principaux musée d’Europe : Le Louvre (Paris), le Palais des beaux-arts de Bruxelles, le  Centraal Museum (Utrecht), la  Tate Gallery (Londres) et le Palazzo Reale (Milan). https://fr.wikipedia.org/wiki/Pietro_Maria_Bardi

From the Tyrannical Intellect of the Architect to the Good Taste of the Industrial Designer

As a curator and architecture critic in 1930s Italy, P. M. Bardi advocated a radical Rationalist architectural aesthetic for the new fascist metropolis, the emergent fascist nation. The Italian Movement for Rationalist Architecture (MIAR) was a variation of International Style in the vein of Le Corbusier and the Congrès International d’Architecture Moderne (CIAM).[10] Rejecting the ornamentation and use of traditional materials—e.g., marble—that characterized eclecticism and neoclassicism, Italy’s Rationalist architects favored clean geometries, industrial materials such as glass and concrete, and functionalist principles. Throughout the 1930s, Bardi argued for the alliance of Rationalist architecture and fascist politics in the pages of the Milan newspaper L’Ambrosiano, in the architecture journal Quadrante (which he cofounded in 1933 and edited until 1936), and in the Rome newspaper Meridiano.[11] However, Bardi’s justifications for the marriage of Rationalism and fascism underwent some shifts throughout this period. At first, the revolutionary aesthetic character of Rationalism was seen as wholly consonant with the revolutionary political character of Italian fascism.[12] Limitless Museum: P. M. Bardi’s Aesthetic Reeducation Pietro Maria Bardi, Quadrante,
and the Architecture of Fascist Italy Pietro Maria Bardi, o crítico de arte que dirigiu por quase 50 anos o MASP Pietro Maria Bardi: o italiano que criou o Masp Pietro Maria Bardi: curiosidades sobre o jornalista e colecionador de arte PIETRO MARIA BARDI – THE VICARIOUS ARCHITECT: THE IMPORTATION OF ITALIAN FUTURISM TO BRAZIL MASP – museu laboratório: museu e cidade em Pietro Maria Bardi São Paulo Museum of Art

Professor Lionello Venturi com Pietro Maria Bardi em visita ao MASP em 1960
Por dentro do maior e mais importante museu de arte da américa latina. Neste, mostro as principais obras do museu.
Pietro Maria Bardi no Vox Populi em 1980
https://en.wikiarquitectura.com/building/art-museum-of-sao-paulo/
Análisis constructivo y estructural del MASP, proyectado y construido por la arquitecta Italo- Brasilera Lina Bo Bardi