linguagem 🇫🇷 – Rio de Janeiro 25.02.1988
Fue uno de los poquÃsimos musicólogos con visión abarcadora y, al mismo tiempo, con comprensión de los procesos interiores del acto compositivo. Sus dos libros de juventud, Música contemporânea brasileira (escrito en 1976) y Villa-Lobos, o choro e os choros (escrito en 1971)2, asà como su capÃtulo (“Estudio comparativo dentro de la producción musical latinoamericana”) para el libro compilado para la UNESCO por Isabel Aretz (América Latina en su música, publicado en 19773), constituyen acabados modelos de aproximación musicológica. Les siguieron otros libros, ensayos y numerosos artÃculos, centrados especialmente en el presente o en el pasado musical brasileño. Realizó, convergentemente, decenas de revisiones musicológicas de obras compuestas en los siglos XVIII y XIX. Por su labor musicológica, recibió en 1996 en Brasil el Premio Nacional de Música. Si su visión como musicólogo era particularmente abarcativa, y partÃa de un enfoque cohesionado de América Latina en un contexto mundial bien informado, su docencia apoyaba tal visión, y su labor organizativa se enriquecÃa con ella. El trabajo cultural no remunerado tuvo en él un pilar firme e incansable. Entre otros cargos de labor militante, fue entre 1972 y 1974 presidente de la Sociedade Brasileira de Educação Musical, que tuvo en ese perÃodo una gran trascendencia, dentro y fuera de fronteras. Fue cofundador y directivo, entre 1979 y 1986, de una aventura editorial, el sello discográfico brasileño Tacape. Fue presidente de la Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (el más importante organismo musicológico de su paÃs) entre 1975 y 1999, y también presidente del equipo permanente de dirección de los Cursos Latinoamericanos de Música Contemporánea entre 1978 y 1989. Es que su personalidad invitaba a los demás a elegirlo como presidente de uno u otro organismo, y él sabÃa serlo con naturalidad y con un espÃritu particularmente -dirÃase que asombrosamente- democrático.
Musicólogo. Violinista. Regente. Na Universidade do Texas em Austin (EUA) e na Universidade Nova, de Lisboa, cursou Pós-Doutorado. Especializado em música eletroacústica. Filho do violonista, compositor e maestro Telêmaco VÃtor Neves. Irmão de Dom Lucas Moreira Neves. Ainda pequeno, o pai o matriculou no Conservatório Estadual de Música de São João Del Rei, em Minas Gerais. Logo depois, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a estudar com o maestro Guerra Peixe e com Esther Scliar nos Seminários de Música Pró-Arte. Entre 1969 e 1971, cursou mestrado no Instituto de Musicologia de Paris, com orientação de Jacques Chailley, sobre os choros de Villa-Lobos. Por essa época, freqüentou o curso de especialização no Conservatório Nacional Superior de Música, com Pierre Schaeffer e no Instituto Católico de Paris, com Stephane Caillat. Estudou composição e regência em Sorbonne, onde conheceu o músico e fÃsico Martenot, inventor do instrumento eletrônico. Voltando ao Brasil, em 1971, foi professor titular de Musicologia no Conservatório Brasileiro de Música, no Rio de Janeiro, até 1981. A partir de 1973, atuou como professor titular em Musicologia e História da música na UNI-Rio. Entre 1974 e 1976, fez doutorado no Instituto de Musicologia de Paris, apresentando a tese “Tendências da Música Brasileira Contemporânea”. A partir de 1974, foi consultor para o Ministério da Cultura. Entre 1972/74 exerceu o cargo de presidente da Sociedade Brasileira de Educação Musical. A partir de 1977, regeu a Orquestra Ribeiro Bastos de São João Del Rei (uma das mais antigas do paÃs, da qual seu pai fora também regente). A partir de 1981, exerceu a função de coordenador do Centro de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão. Pertenceu à Equipe Permanente dos Cursos Latinos-Americanos de Música Contemporânea entre 1978/86. Autor dos livros: “Villa-Lobos, choro e os choros” (Editora Ricordi, 1981 São Paulo); “Música Brasileira Contemporânea” (Ed. Ricordi, 1982); “A Orquestra Ribeiro Bastos e a vida musical em São João Del Rei” (Ed. Globo, 1984, RJ); “Te Deum em ré” (UFMG, 1989, BH); “BasÃlo Itiberê: Vida e obra” (Fundação Cultural, 1996, Curitiba) e “Música Sacra Mineira” (Funarte, 1997). Publicou diversos artigos: “Éduquer par et pour la Musique Contemporaine”; “Danses dramatiques brésiliennes”; “Situação e problema da música mineira contemporânea”. Desde 1968 pertencia ao corpo docente do Instituto Vila-Lobos da Uni-Rio, recebendo o tÃtulo de “Professor Titular Emérito” ao se aposentar em 1997. A partir de 2001 assumiu a presidência da Academia Brasileira de Música. Foi membro do Conselho Editorial de periódicos do Brasil e dos Estados Unidos. Fez parte da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música entre os anos de 1975/1999. Sua obra editada sobre música tem mais de 50 tÃtulos entre livros, edições crÃticas de partituras e artigos.

Música contemporânea e educação artÃstica
Perspectivas pedagógicas no ano de 1974
Em janeiro passado, participando do Congresso de Educação ArtÃstica de São Paulo, fizemos uma comunicação sobre este tema, tendo ocasião de discutir com muitos professores sobre as relações possÃveis e necessárias entre estas duas idéias. Um ano antes, no Congreso de Educação Musical da Associação de Educação Musical do Uruguai, tinhamos ministrado um curso sobre este mismo assunto, ocasião em que traçamos, em linhas mais que gerais, os caminhos da Educação Musical no Brasil, que coincidiam estranhamente com o que ocorreu em muitos outros paÃses da América Latina. Para estender ainda mais o debate sobre este problema, oferecemos aqui uma sÃntese daquilo que foi exposto no Congresso Uruguaio e no de São Paulo.
A Educação Musical atual já superou há muito algumas das idéias que a caracterizavam no passado próximo, quando a música, mais que qualquer outra disciplina do currÃculo das escolas, servia aos interesses de uma certa polÃtica educacional (e não só educacional). A “vivência musical” de então, que se realizava através do canto orfeônico e seu repertório, dá lugar, pouco a pouco, a uma atividade de cunho mais culturalista, que foi chamada de “apreciação musical”, na verdade uma outra forma – mais amadorÃstica – de abordar a história da música (“estória”, quase sempre). Parece que os próprios professores, um poco desiludidos com os resultados da prática do canto orfeônico, julgaram encontrar a “única saÃda”, certamente mais útil quando bem abordada, que as intermináveis “aulas de canto” e de teoria musical (que se restringia ao aprendizado dos sÃmbolos, raramente utilizados). O desaparecimento do canto orfeônico coincide com o aparecimento dos coros escolares encontrados hoje e que seguem linha diversa daquele, pelo menos em termos de qualidade final do produto musical.
De sua obra musicológica, podem ser destacados os livros: Les Choros: synthèse de la Pensée Musicale de Villa-Lobos (Paris: Institut de Musicologie, Université de Paris-Sorbonne, 1971); Estudo Comparativo dentro de la Producción Musical Latinoamericana (in América Latina en su Música Coordenação de Isabel Aretz, México: Ed. Siglo XXI/UNESCO, 1977); Tendences de la Musique Brésilienne Contemporaine (Paris: Institut de Musicologie, Université de Paris-Sorbonne, 1976); Villa-Lobos, o Choro e os Choros (São Paulo: Ricordi Brasileira, 1981); Música Brasileira Contemporânea (São Paulo: Ricordi Brasileira, 1982); A Orquestra Ribeiro Bastos e a Vida Musical em São João del-Rei (Rio de Janeiro: O Globo, 1984); José MaurÃcio e os Compositores Setecentistas Mineiros (in Estudos Mauricianos, Coordenação de Andrade Muricy, Rio de Janeiro: FUNARTE, 1983); A Orquestra Ribeiro Bastos e a Vida Musical em São João del-Rei (tese de Concurso para Professor Titular, Rio de Janeiro: IVL/CLA/UNI-RIO, 1987); Te Deum em Ré Maior, atribuÃdo a Manoel Dias de Oliveira (Belo Horionte: Editora da UFMG, 1989); BrasÃlio Itiberê da Cunha: vida e obra (Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1996); Música Sacra Mineira: Catálogo (Rio de Janeiro: FUNARTE, 1997); Música Sacra Mineira: Seleção de 12 partituras (Rio de Janeiro: FUNARTE, 1997).
Centro de Referência Musicológica José Maria Neves (CEREM) é uma unidade cultural da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), inaugurado como associação em 2005 e integrado à UFSJ como fundação em 2012